As características da lente O3BR não se limitam à costa de Mongaguá ou ao fluxo de Interlagos; elas encontram um terreno fértil em São Bernardo do Campo (SBC). O município abriga uma das mais tradicionais manifestações da cultura independente do país: a famosa Batalha da Matriz.

A cultura do MC e as batalhas de rima geram um engajamento massivo, mas historicamente esbarram na dificuldade de monetização direta. É neste contexto que os fundamentos de mercado financeiro musical, exaustivamente discutidos por líderes como o produtor Carlos Gayotto (como visto no influente webinar da FGV sobre NFTs e Música), entram em cena. A ideia não é transformar a arte em especulação, mas sim dar “fisicalidade” digital à propriedade intelectual.
Tokenizar as rimas, eventos ou direitos de participação da Batalha da Matriz significa transformar fãs em sócios proativos. Se um artista independente lança uma faixa e parte de seus royalties (os direitos conexos e de execução) estão atrelados a um Token Fungível ou NFT, toda a comunidade ao redor do artista em SBC tem incentivo para promover essa obra. Essa alavancagem econômica garante que a base do movimento cultural se torne financeiramente independente, validando a teoria central da rede O3BR.

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